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	<title>Jornal Sanitário</title>
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		<title>A função do idiota</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 00:48:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*Atenção, esse texto contém spoilers de obras literárias como O grande Mentecapto, O idiota e Dom Quixote A minha ideia inicial era fazer uma resenha do livro O grande Mentecapto, do Fernando Sabino. Ganhei a obra de presente de aniversário e digo para vocês que chega a ser mais viciante que chocolate na tpm. Devorei aquelas páginas em pouco tempo ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>*Atenção, esse texto contém spoilers de obras literárias como O grande Mentecapto, O idiota e Dom Quixote</em></p>
<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/05/6209226526_d0d85a4e6d_z.jpg"><img class="size-full wp-image-2439 aligncenter" title="6209226526_d0d85a4e6d_z" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/05/6209226526_d0d85a4e6d_z.jpg" alt="" width="640" height="411" /></a></p>
<p>A minha ideia inicial era fazer uma resenha do livro <em>O grande Mentecapto</em>, do Fernando Sabino. Ganhei a obra de presente de aniversário e digo para vocês que chega a ser mais viciante que chocolate na tpm. Devorei aquelas páginas em pouco tempo e olha que eu leio mais devagar que um cágado. O Sr Sabino sabia o que estava fazendo, sem dúvida. Mas, voltando ao texto:  uma das coisas que melhor percebi com relação ao livro é a questão do imbecilidade, personalizada no protagonista Geraldo Viramundo e estampada de modo óbvio no título. Ao longo da leitura,também notei possíveis referências com outras obras, como <em>O idiota</em>, de Dostoievski, e o clássico <em>Dom Quixote</em>, de Miguel Cervantes. Então, decidi que ao invés de falar do <em>Grande Mentecapto</em>, seria mais interessante discutir essa figura, esse tipo, que aparece tanto na literatura quanto no teatro, cinema, séries de TV etc: o imbecil.</p>
<p>Mas, por que será que esse tipo de personagem é tão comum? A partir desse questionamento que pensei nesse texto, porque percebi que a função dos idiotas, imbecis e mentecaptos é justamente <strong>revelar a idiotisse</strong> dos outros que o cercam. Para compreender essas obras, é necessário um bom olhar nas entrelinhas e uma percepção aguçada para a ironia.</p>
<p>Os autores zombam da própria decadência social quando, por exemplo, temos Viramundo junto com o exército totalmente perdido pelo interior de Minas Gerais. Tropas desmoralizada, ninguém sabe de que exército é (além da brincadeira inteligente entre exército vermelho e azul).Essa passagem simplesmente detona qualquer presunção militaresca idealizada. Imaginem o poder crítico desse simples trecho, que retrata uma guerra extremamente ridícula. Ora, mas ridícula toda guerra é, Carol. Eu sei, conseguem ver como esse artifício narrativo torna mais evidente o quão estúpida é uma batalha? O quão estar de um lado ou do outro não significa absolutamente nada, mas apenas o apego a símbolos vazios como cores?</p>
<p>Para cada lugar que Viramundo passa, tudo ao seu redor exala estupidez: a viúva safada, o povo de opinião volúvel, o xerife, o general, o prefeito, a filha do prefeito, o doutor do manicômio, as eleições, as prostitutas. Enfim, todas essas situações que, se pararmos para pensar, são absolutamente normais e cotidianas, na verdade escondem o terrível cheiro podre do ridículo. Um tolo em ruínas é a imagem que nos vem à cabeça na hora que lemos isso.</p>
<p>Tal qual o príncipe Mishkin, a suposta ingenuidade e pureza de Viramundo expõe as hipocrisias sociais por onde passa. Esses personagens parecem também ter esse caráter passageiro, como uma luz negra que atravessa a narrativa, deixando um caminho de esclarecimento e destruição. Vemos em O idiota toda a cólera da nobreza russa vir à tona, com uma relação de amor e ódio e uma certa incompreensão do próprio amor entre os personagens. Parece que cada um tem sua concepção e essas concepções são tão diversas que não conseguem se comunicar entre si.</p>
<p>Não precisamos ficar na esfera da literatura para identificar a presença dos estúpidos &#8211; e de sua importância como instrumento crítico. Quem não se lembra do Jamanta? Ou do Joey, de <em>Friends</em>? Por que vocês acham que o Joey não conseguiu emplacar uma série sozinho? Justamente porque no círculo dramático de <em>Friends</em>, ele cumpria muito bem a função do idiota, ingênuo, que dava <em>liga</em> para a história dos personagens restantes. Ele era o elemento de coesão, por isso não funcionaria nunca solitário.Um tolo sozinho se torna um chato para aquele que o observa. Desse modo, todo idiota funciona como uma espécie de lupa, que revela, amplia e dá brilho especial para situações e personagens que antes passariam despercebidos.</p>
<p><strong>Palhaços e bobos da corte</strong></p>
<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/05/rei_bobo_da_corte.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2438" title="rei_bobo_da_corte" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/05/rei_bobo_da_corte.jpg" alt="" width="470" height="300" /></a></p>
<p>Nunca gostei de palhaços. Desde que era criança, nutria uma profunda antipatia por esses pobres profissionais. Também sentia um certo medo de tanta efusividades, músicas tolas, dancinhas, piadinhas pastelão. Hoje percebo que o que mais me causava antipatia era o quão ficamos todos parecendo estúpidos frente a um palhaço. Os adultos falam bocozisses para seus rebentos, na esperança que toda aquela alegria fabricada distraia-as enquanto eles aproveitam a brecha e filam o <em>buffet</em>. Palhaços garantem o filé mignon.</p>
<p>Já a figura do bobo da corte, é uma ironia em si, porque essa figura está sempre se relacionando com quem? O rei. Algumas teorias psicológicas afirmam que o rei, nos contos de fada, simboliza o consciente coletivo. E o bobo da corte? Seria a sombra? Percebam que o bobo possui um ar meio macabro, mórbido. Toda vez o bobo revela, na verdade, a estupidez da majestade e da própria corte, que está à altura de suas tolices.</p>
<p>Não se deve, no entanto, pela sua condição de bocó, julgar que os tolos são inofensivos. Na própria Idade Média se temia o riso, o humor, porque era uma forma de levar crítica ao povo, que não tinha acesso aos textos mais requintados. Quem não lembra de como as comédias satíricas se tornaram populares no fim da era medieval? Podemos voltar ainda mais e ver que desde a Grécia Antiga  a ironia era um dos instrumentos mais poderosos de crítica. Leiam as ideias de Sócrates nas obras platônicas.</p>
<p>E ironia dá os contornos essenciais de toda boa história de um idiota. Sem ela, a narrativa seria simplesmente sem pé nem cabeça e não teria efeitos reais. Seria como um foguete que não sobe nem 1 metro. Fico imaginando um <em>idiota</em> contemporâneo, brasileiro mesmo. Que tipo de idiotisse alheia ele nos revelaria?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Descargas do cotidiano #2</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 18:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Andando Vou. As ruas estão impregnadas pelo vapor pós-chuva. Respiro um bafo de gordura típico. Huuuuuumm. Desvio das poças que se formaram na calçada irregular, toda a calçada é irregular. Os sapatos escorregam nhhhhen, que vergonha! O cheiro de óleo reutilizado dá lugar à podridão das frutas e verduras que ficaram à espera. Cheirinho de mercadinho, mercadinho pequenininho, cheio de ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/pernocas.png"><img class="size-full wp-image-2416 aligncenter" title="pernocas" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/pernocas.png" alt="" width="597" height="368" /></a></p>
<p><strong>Andando</strong></p>
<p>Vou. As ruas estão impregnadas pelo vapor pós-chuva. Respiro um bafo de gordura típico. Huuuuuumm. Desvio das poças que se formaram na calçada irregular, toda a calçada é irregular. Os sapatos escorregam nhhhhen, que vergonha!</p>
<p>O cheiro de óleo reutilizado dá lugar à podridão das frutas e verduras que ficaram à espera. Cheirinho de mercadinho, mercadinho pequenininho, cheio de mosquinhas.</p>
<p>- Olha moleque, anda logo, senão te dou outra guarda-chuvada! &#8211; exclama uma velha de ar aborrecido, enquanto atravessa a rua apressada. O tal moleque apresenta uma ferida no joelho, que condiz com a ponta afiada de um guarda-chuva. Será?</p>
<p>Gente, gente, gente. Estou no centro da cidade. Que falta de ar! Esbarro com homens mal encarados e com anunciantes da farmácia ao lado. Eles vestem umas roupas ridículas, com um circulo de papelão equilibrado na costa.</p>
<p>Desvio do grupo que aposta moedinhas no baralho. Esquina, em frente à farmácia concorrente. Eles dividem espaço com a sujeira e vendedores adjacentes. Vende de tudo: guarda-chuva, capinha para celular, tablet, smartphone, mp3, mp4 e mais.</p>
<p>Atravesso o ponto de taxi. Um a um, eles vão me oferecendo: &#8220;A senhorita deseja um taxi?&#8221;. Não, não, não, não, obrigada, não,não&#8230;</p>
<p><strong>Continue andando</strong></p>
<p>A frequência dos caminhos me faz reconhecer os habitantes das ruas. De farrapos e rostos de doença, fingimos todos que somos cegos para o cego. Fingimos que somos incapacitados de estender a mão para o incapaz. Um ostenta um cabelo longo e encaracolado. Outro uma cabeleira branca e o pescoço tenso. A senhorinha magricela apenas estende a mão em frente à barraca de tacacá.</p>
<p>Alguns metros dali, em frente ao banco, a outra exibe a sua filha na cadeira de rodas. Vemos apenas um olhar perdido, solta um beijinho na testa da filhota e continua a implorar trocados.</p>
<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/Bin_Laden.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2417" title="Bin_Laden" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/Bin_Laden.jpg" alt="" width="477" height="434" /></a></p>
<p>- Tu que meteste facada aaaaaaaaaaaaaaahhhhh! &#8211; grita um senhor de vestido florido para a rua. Os gritos assustam todos ao redor. Uma mulher loira e um segurança de loja ficam apenas se entreolhando, com as bocas abertas e expressão de tensão. O que viria a seguir? O homem grita para a rua, com um pano verde na cabeça, tal qual um árabe ou um detento de Bangu I. Apressa o passo e só escuta o choramingar desesperado do tal homem. Desvia para uma farmácia e entra. É mais seguro. Todos temos medo de um homem de vestido.</p>
<p>Opa, olha para trás que pode ter alguém me seguindo. 1, 2, 3, 4 ciclistas pensam que calçada é rua! E eles vêm com mais de mil&#8230; Um quase atropela o grupo de adolescentes que fofocava.</p>
<p>Pisa em papelões, santinhos, cara de candidatos à vereador, bosta, alface que caiu do caminhão do supermercado. As calçadas são povoadas pelos mais diferentes objetos. Tem até um sapato, preto, quase uma botinha, mas sem o outro par. Que histórias existiriam por trás dele?</p>
<p>Pipipi, nhoc nhoc, nhoc, aquelas esquinas fedorentas, cheias de vendedores de bugigangas paraguaias e pretensos restaurantes à quilo. Ah, ah! Ainda têm as galerias, que exalam escuridão abafada. Ali não entro, não mesmo.</p>
<p>Droga, odeio atravessar cruzamentos. Nunca acerto o tempo do maldito sinal e rezo para que eu esteja no momento perfeito, em que dê para atravessar de um lado e o sinal abra do outro em seguida. Ah, que prazer quando isso acontece!Em contrapartida, que tensão quando atravesso e o sinal abre, fico quase sem ar,e os sapatos escorregam de novo. Que diabos!!</p>
<p>Chove de novo. O guarda-chuva levanta e fica ao contrário. Quase que levanto vôo com ele. E a água da chuva se mistura com meu suor. O cabelo gruda nas costas, o sapato já está encharcado. Opa, cuidado para não c&#8230; Merda! Pisei numa poça enoooorme de água. Mas, foda-se, tá na chuva é pra se molhar mesmo.</p>
<p>Cheguei em casa. Ufa!<br />
______________________________________________________</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Descargas do Cotidiano</strong></p>
<p><a href="http://lh3.ggpht.com/_OY2OwsBYSNE/S-88Zwr86PI/AAAAAAAAAi0/UnlYj1_5GYM/peixinho-vaso-sanitario.gif"><img class="alignleft" title="http://lh3.ggpht.com/_OY2OwsBYSNE/S-88Zwr86PI/AAAAAAAAAi0/UnlYj1_5GYM/peixinho-vaso-sanitario.gif" src="http://lh3.ggpht.com/_OY2OwsBYSNE/S-88Zwr86PI/AAAAAAAAAi0/UnlYj1_5GYM/peixinho-vaso-sanitario.gif" alt="" width="143" height="204" /></a></p>
<p>Muitas peripécias do cotidiano, histórias que ouvi, que fotografei que observei. Tudo isso sem um pingo de poesia.</p>
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		<title>Indique uma banda estranha #2</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 19:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas minhas escavações no Youtube, encontrei umas músicas no mínimo exóticas, mas interessantes, principalmente para quem gosta de história. Até serve de dica para professores de literatura, história, para ambientar os alunos no clima cultural do período. Dessa  vez, não se trata de uma banda especifica,mas de canções de um mesmo período, embora de origens e línguas diversas. Quando escuto essas músicas, ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/sinagoga_del_transito153.jpg"><img class="size-large wp-image-2403 aligncenter" title="sinagoga_del_transito153" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/sinagoga_del_transito153-1024x705.jpg" alt="" width="1024" height="705" /></a>Nas minhas escavações no Youtube, encontrei umas músicas no mínimo exóticas, mas interessantes, principalmente para quem gosta de história. Até serve de dica para professores de literatura, história, para ambientar os alunos no clima cultural do período. Dessa  vez, não se trata de uma banda especifica,mas de canções de um mesmo período, embora de origens e línguas diversas. Quando escuto essas músicas, eu imagino vários filmes na minha cabeça, ambientados em 1300 na península ibérica, com tecidos ornamentados delicadamente, arabescos, tapetes e ritmos étnicos. Confiram:</p>
<p><strong>Sefardim</strong></p>
<p>Sefardim é o nome dado aos judeus oriundos da península ibérica e do norte da África (Marrocos, Tunísia etc). Durante a Idade Média,  essa região floresceu culturalmente e recebeu muita influência dos árabes e judeus que lá viviam. No final do século XV, quando ocorreu a unificação dos reinos de Aragão e Castela e a formação dos Estados Nacionais da Espanha e Portugal, tanto judeus quanto árabes foram expulsos ou mortos, o que gerou, sem dúvida, uma grande perda cultural para aquela região. Mas, vamos acompanhar um pouco da produção cultural desses judeus sefarditas:</p>
<p><strong>Nome: </strong>Ki eshmera Shabbat</p>
<p><strong>Língua: </strong>hebraico</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0xd3N1zdaNU" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Curtiram as batidas e os ritmos dançantes? Ou é estranho demais? Hahaha</p>
<p>Essa música foi escrita pelo rabbi Abraham ibn Ezra, que viveu no século X. A canção fala basicamente sobre o Shabat, dia especial no judaísmo (das 6 horas de sexta até 6 horas de sábado). A tradução é  mais ou menos essa:</p>
<p style="text-align: center;">Se eu observar o Shabat, D&#8217;us irá me proteger</p>
<p style="text-align: center;">É um eterno laço entre Ele e eu</p>
<p style="text-align: center;">É proíbido carregar objetos</p>
<p style="text-align: center;">tratar de viagens ou falar de assuntos cotidianos</p>
<p style="text-align: center;">casos comerciais e até coisas do reino</p>
<p style="text-align: center;">Eu vou somente meditar sobre a Torah de D&#8217;us ( Torah é o livro sagrado do judaísmo)</p>
<p style="text-align: center;">que irá me dar sabedoria</p>
<p style="text-align: center;">Irei reler a Torah de D&#8217;us, o que me torna mais sábio</p>
<p style="text-align: center;">Nela irei achar paz para minha alma</p>
<p style="text-align: center;">Do mesmo modo que para a primeira geração meu santo D&#8217;us promoveu</p>
<p style="text-align: center;">um milagre, dando a eles dobro de pão</p>
<p style="text-align: center;">do mesmo modo, ele irá duplicar minha comida em toda sexta.</p>
<p style="text-align: center;">D&#8217;us nos deu uma lei religiosa que prescreve</p>
<p style="text-align: center;">a presentificação do pão da preposição</p>
<p style="text-align: center;">É por isso que é probido torturar a si mesmo</p>
<p style="text-align: center;">de acordo com o homem sábio, exceto no Dia do</p>
<p style="text-align: center;">Perdão (Yon Kippur)</p>
<p style="text-align: center;">É um dia que demanda respeito</p>
<p style="text-align: center;">um dia para trazer satisfação</p>
<p style="text-align: center;">em pão e bom vinho, em pão e peixe</p>
<p style="text-align: center;">Aqueles que são felizes nesse dia, encontrarão felicidade</p>
<p style="text-align: center;">porque é o dia em que D&#8217;us me enche de felicidade.</p>
<p>Mesmo para aqueles que não apreciam o conteúdo religioso, é uma música bem interessante, de harmonia peculiar. Ela demonstra também um pouco o modo como esses judeus viviam e encaravam as obrigações religiosas.</p>
<p><strong>Nome:</strong> Nani, Nani</p>
<p><strong> Língua:</strong> galego</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JV0oYTyejRk" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>É quem disse que não existem canções de ninar sefarditas medievais?  A bela voz da intérprete contrasta com a ausência de qualquer outro instrumento, principalmente se você observar os ritmos dançantes da música anterior.</p>
<p><strong>Nome:</strong> Yo en estando</p>
<p><strong>Língua:</strong> galego</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/YGUzbV6-2hs" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Essa dá a maior vontade de vestir um saião e sacudir as cadeiras, não? A canção conta a história de um jovem que não consegue dormir porque deseja uma mulher casada com um homem mais velho. É uma questão bem típica desse período de transição entre a Idade Média e o Humanismo. Não só os cristãos, mas também judeus e árabes viviam essa dualidade: carne x espirito ;  pecado x redenção.</p>
<p><strong>Árabe</strong></p>
<p>Como eu mencionei acima, não só judeus viviam naquela região, mas árabes também. E a produção deles é tão rica quanto! Essas músicas que encontrei são específicas da região da Andaluzia, na Espanha.</p>
<p><strong>Nome:</strong> Lamma Bada</p>
<p><strong>Língua</strong>: árabe</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/qClCmd5zf9w" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Sentiram-se em uma história das 1001 noites? O tema dessa música é o mais universal de todos: amor. Notem o inicio, que é somente instrumental. Belíssima canção.</p>
<p><strong>Nome:</strong> Wallada bint al- Mustakfi</p>
<p><strong>Língua:</strong> árabe</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pVzeKXUDI8Q" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>A filha do califa, Wallada, viveu em Córdoba, no século XI. A princesa ficou conhecida pelo seu talento com poesia e a música transmite toda essa sensibilidade à flor da pele. Fiquei impressionada no fato de ser uma mulher poetisa em uma sociedade conhecida no ocidente como machista.Esse pode até ser o ponto de partida sobre uma reflexão sobre de que modo o feminino era encarado  na civilização árabe medieval.</p>
<p><strong>Nome: </strong>Oh La Mansión Del Trono Real. Puerta Del Mexuar (Palacio De Comares)</p>
<p><strong>Língua:</strong> árabe</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/-i2hKX6eQ3g" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Muito O Clone? Hahaha Eu gosto e acredito que sempre há mensagens profundas nessas canções centenárias. Não vamos romantizar, é claro, mas acredito que só de escutar uma música já conseguimos vislumbrar melhor aquele passado e, quem sabe, entender melhor nosso presente.</p>
<p><strong> Cristãs</strong></p>
<p>Alguém aqui lembra das aulas de literatura portuguesa medieval no Ensino Médio? Ainda recordo da cantiga da <em>Dona fea . </em>Para ser sincera, eu tinha uma dificuldade de entender aquela linguagem. Um das coisas que mais dificultava é que eu me limitava à leitura no papel, quando, na realidade, essas cantigas foram feitas para serem ouvidas. E não é que muitas dessas músicas ficam muito mais interessantes cantadas? Vem todo aquele espírito da época: as cortes escutando com atenção os trovadores entoando suas cantigas de amor e de amigo.</p>
<p><strong>Nome:</strong> Cantiga Rosa das Rosas</p>
<p><strong>Língua:</strong> galego</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/XgjZxQLiv7k" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Essa música faz parte de uma coletânea chamada Cantigas de Santa Maria, que reúne mais 100 cantigas medievais da época do rei Alfonso X. Rosa das Rosas é uma canção de devoção e é clara a analogia entre a flor e a divindade. Por sinal, reparam que em várias dessas canções em galego se fala &#8220;frores&#8221; ao invés de flores? Depois vai ter um post falando sobre essa questão linguística do r e l na língua portuguesa (viu como já serve para entender o presente?)</p>
<p><strong>Nome:</strong> Como somos per conssello</p>
<p><strong>Língua:</strong> galego</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/utZ4q3JeCnM" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Com todo respeito, eu sempre acho muita graça dessa música. Mesmo sendo religiosa, ela tem um toque humorístico típico da Alta Idade Média, com aquelas cantigas mais populares. Me lembrou também as peças de Gil Vicente, com críticas ácidas aos costumes (ou desvios dos costumes). Outro ponto interessante é que essa música tem uma estrutura de narrativa: ele intercala pedaços da história (um  juiz que se arrepende e tem sua redenção) com o refrão.</p>
<p>Existem muitos outros vídeos relacionados -só as cantigas de Santa Maria são mais 100. Reparem também nas imagens dos vídeos. E ai,estranho demais ou até que é uma experiência diferente?</p>
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		<title>Saiba onde você está</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 03:54:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não, não estou me referindo aos aparelhos de GPS, bússolas ou mapas. Saber se localizar significa também entender a relação entre o espaço em que você vive e o tempo. Calma! Também não vou adentrar na questão da Teoria da Relatividade, respire. Vamos lá: Você já parou para imaginar quantos pés já passaram na calçada da sua casa? O que ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2385" class="wp-caption alignright" style="width: 695px"><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3504.jpg"><img class="size-large wp-image-2385" title="DSC_3504" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3504-685x1024.jpg" alt="" width="685" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Até igrejas. Foto: Michel Pinho</p></div>
<p>Não, não estou me referindo aos aparelhos de GPS, bússolas ou mapas. Saber se localizar significa também entender a relação entre o espaço em que você vive e o tempo. Calma! Também não vou adentrar na questão da Teoria da Relatividade, respire. Vamos lá: Você já parou para imaginar quantos pés já passaram na calçada da sua casa? O que era sua casa 20, 30 , 100 anos atrás? E o que isso tem a ver com o fato de hoje ela ser sua casa? Por que ela é a sua casa? Por que é nela e não em outra, outra rua, outro bairro, outra cidade que você mora?</p>
<p>Uma penca de perguntas, que são mais do que oportunas quando o assunto é <strong>poder</strong>. As relações de poder também moldam o espaço em que vivemos &#8211; daí que vem  o campo de estudo da geopolítica &#8211; mas às vezes não atentamos para o passado obscuro de alguns lugares. É porque alguns deles são muito bem  mascarados. Ou se perdem na memória das gerações anteriores. O fato é: um povo que não sabe nem se localizar, também não tem história, não tem memória. Isso significa que não sabe de onde veio, onde está e muito menos para onde vai. O pior é que os problemas atuais também permanecem obscuros. E igualmente sangrando por dentro.</p>
<p>O History Channel lançou uma vinheta muito interessante, que mescla imagens contemporâneas com filmagens de momentos históricos.Ao final, aparece a frase que dá título a este post: <strong>saiba onde você está</strong>. É impactante ver os dois momentos discrepantes de uma <em>certa</em> praia ou de uma <em>certa</em> rua. No entanto, o mais importante é fazer a seguinte pergunta: por que esses momentos são tão <strong>discrepantes</strong>? Essa reflexão é fundamental justamente porque foram os fatos históricos que levaram aquele espaço a sofrer transformações, tanto no sentido físico, quanto simbólico.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/tJ31urrPYoY" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LGmFOc8iWfU" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>No inicio desse mês, foi lembrado os 48 anos do golpe militar no Brasil. Você já deve ter visto isso na escola. Mas, quem pensa que esse assunto ficou restrito aos livros de história, se engana redondamente. A questão da <a href="https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=3&amp;sqi=2&amp;ved=0CDYQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.cartacapital.com.br%2Fsociedade%2Fcomissao-da-verdade-e-responsabilizacao-criminal%2F&amp;ei=yaSDT-y6HIui8gTh_eCbCA&amp;usg=AFQjCNG5YOFFkK8ag-9n2bhW5QGfTzoBXg&amp;sig2=Niy4Xf0bPLu_2s8rrlbuHA">comissão da verdade </a> está <strong>agora</strong> sendo amplamente debatida pela sociedade brasileira. A própria presidenta foi vítima do regime militar. Enfim, o assunto tá longe de morrer. Mas e o povo da Amazônia com tudo isso?</p>
<p>Só os grandes projetos empreitados pelos militares na Amazônia já foram, por si só, um desastre que até hoje colhemos os frutos amargos. No ambiente urbano, os espaços da capital paraense também foram triste palco de torturas e crimes perpetrados pela ditadura. O General Ramagem, Chefe do Comando Militar da Amazônia na época, ordenou a prisão de centenas de políticos, estudantes e trabalhadores a partir do dia primeiro de abril de 1964. Os presos foram levados para diversos pontos de Belém que hoje estão desativados ou tem finalidade completamente diferente, como é o exemplo da Casa das Onze Janelas.</p>
<p>O prédio, por sinal, traz a assinatura do famoso arquiteto bolonhês, Antonio Landi, em alguns aspectos da sua arquitetura (deixo a decisão dessa polêmica para os pesquisadores). Já foi residência, hospital e área militar. Só no século XXI se tornou um ponto turístico de Belém. Mas, quem diria que essa edificação, tão imponente e um dos símbolos da cidade, já foi um espaço de violência? Justamente porque caiu no esquecimento.</p>
<p><strong>Não esquecer para não repetir</strong></p>
<p>Qual a importância da história? Bom, sabemos que ela possibilita o conhecimento do passado, que pode muito bem ajudar a entender nosso presente e, por consequência, não repetir os erros no futuro. Isso até se aplica à própria vida. Para recuperar-nos dessa amnésia coletiva, principalmente com relação ao o grave processo político estabelecido pós-64, o historiador e fotógrafo <strong>Michel Pinho</strong> interviu no espaço urbano, identificando com placas que imitam sinalização de trânsito os locais onde as prisões e torturas eram executadas. A escolha do 1º de abril, Dia da Mentira, não foi por brincadeira, ela é a data verdadeira do aniversário de 48 anos do golpe.</p>
<p>A intervenção foi um grito em protesto contra o terror dos assassinos e torturadores da ditadura em Belém, e buscou alertar para o caráter ditatorial e ilegal do regime implantado no país inteiro. “Não podemos e nem devemos esquecer, a democracia brasileira é uma conquista recente. Os crimes que os agentes do Estado cometeram como estupro, sequestros seguidos de morte e ocultação de cadáveres são hediondos. A anistia foi promulgada em 1979 pelo general Figueiredo e impede a prisão desses homens. Temos que rever essa decisão”, sentencia Michel.</p>
<p>Embora o registro fotográfico tenha se limitado apenas a lugares mais conhecidos como a Casa das Onze Janelas, Largo da Trindade, Casa do Estudante Universitário do Pará, além das avenidas Nazaré e José Malcher, os centros de tortura e prisão na capital paraense foram mais numerosos.</p>
<p>Até hoje não há a versão correta da história e da natureza ditatorial do regime de 1964, seu caráter ilegal e inconstitucional pouco são mencionados, e sua atuação em Belém quase não é refletida ou questionada nesses 48 anos completados. “A intenção é motivar que os leitores da ação busquem informações, perguntem sobre o silêncio ensurdecedor sobre a ditadura em Belém do Pará.” finaliza o historiador.</p>
<p>E agora, será que você vai caminhar pelas ruas de Belém da mesma forma que antes?</p>
<p>A intervenção foi registrada e parte das fotografias pode ser vistas <a href="http://www.michelpinho.com.br/territorio-do-medo-a-ditadura-militar-em-belem/">aqui </a>.</p>

<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2370' title='av nazaré - Foto Michel Pinho'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/av-nazaré-Foto-Michel-Pinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="av nazaré - Foto Michel Pinho" title="av nazaré - Foto Michel Pinho" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2371' title='Casa das onze janelas  - Foto Michel Pinho'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/Casa-das-onze-janelas-Foto-Michel-Pinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Casa das onze janelas  - Foto Michel Pinho" title="Casa das onze janelas  - Foto Michel Pinho" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2372' title='casa do Estudante CEUP -   - Foto Michel Pinho'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/casa-do-Estudante-CEUP-Foto-Michel-Pinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="casa do Estudante CEUP -   - Foto Michel Pinho" title="casa do Estudante CEUP -   - Foto Michel Pinho" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2373' title='- Foto Michel Pinho'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/Foto-Michel-Pinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="- Foto Michel Pinho" title="- Foto Michel Pinho" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2374' title='Casa-das-onze-janelas-06'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/Casa-das-onze-janelas-06-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Casa-das-onze-janelas-06" title="Casa-das-onze-janelas-06" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2384' title='DSC_3484'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3484-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSC_3484" title="DSC_3484" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2385' title='DSC_3504'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/04/DSC_3504-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Até igrejas. Foto: Michel Pinho" title="DSC_3504" /></a>

<p>[Texto produzido com a contribuição da assessora Deborah Cabral]</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Separando joio do trigo no mundo digital</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 16:52:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/305480_299683416723670_244250372266975_1132638_1807544851_n.jpg"><img class="size-full wp-image-2350 aligncenter" title="305480_299683416723670_244250372266975_1132638_1807544851_n" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/305480_299683416723670_244250372266975_1132638_1807544851_n.jpg" alt="" width="754" height="960" /></a></p>
<p>Sou do pensamento de que informação demais torna as pessoas perdidas e alheias a essas mesmas informações, mesmo que elas sejam relevantes para a vida. Por isso é importante a capacidade humana para o discernimento. A origem etimológica da palavra pensar deixa isso bem claro: <em>pesar</em>, ou seja, avaliar. No  mundo digital, essa parece ser uma tarefa mais complicada. Os números são sempre enormes, aumentam em progressão geométrica e na vida corrida, a sensação de que estamos perdidos é ainda pior.</p>
<p>Veja o exemplo dos aplicativos, o pote de ouro da indústria de tablets, smartphones e afins. São milhares de opções e, convenhamos, é necessário um tempo extra para ficar procurando um que se adeque às nossas necessidades, bolso e, principalmente, que tenha qualidade. É ai que surge a proposta do site/ blog  <strong><a href="http://www.aplicativododia.com.br">Aplicativo do Dia</a></strong>, que fará todo esse processo enjoado por nós.&#8221; O tema central do blog, como o nome já diz, é publicar todo o dia um aplicativo interessante. A todo momento, centenas de aplicativos novos para smartphones são lançados. O site é apenas uma forma que encontramos de deixar as pessoas a par de tanta novidade. Como escolher o aplicativo certo para a função certa? Qual aplicativo é melhor? Qual é mais barato? Qual é mais completo? Tudo isso será filtrado por nós, então o usuário só irá ver o melhor aplicativo daquele dia, e não vai perder tempo vendo aplicativos que não lhe interessam ou de péssima qualidade.&#8221;, explica o organizador do site, Marcell Almeida.</p>
<p>Desde os tempos bíblicos existem pessoas selecionando tudo ao nosso redor para melhor funcionamento da sociedade: os grãos, as pedras, até os textos sagrados.  Esse também é o compromisso, por exemplo, da crítica de arte, cinema e moda: avaliar e selecionar o que tem de melhor para os apreciadores e também consumidores daqueles objetos. A própria vida é feita de escolhas, já dizia o provérbio popular. Pois bem, mas toda escolha necessita de parâmetros. Como definir isso quando o assunto é aplicativo? Primeiro, é preciso compreender a complexidade desse mundo, ou seja, ter conhecimento sobre aquilo e estabelecer condicionantes práticos, como esclarece Marcell: &#8221; Na verdade, os critérios são bem simples&#8221; . Ele enumera, em seguida:</p>
<p><strong>1 &#8211; Tem que ser legal. Por legal entende-se: que dê aquela sensação de querer que todo mundo saiba que esse app existe.</strong><br />
<strong>2 &#8211; É bom que seja novidade. Não precisa ter saído ontem, mas vamos evitar apps batidos já. Como, por exemplo,  Angry Birds.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>Segundo Marcell, o maior desafio do site recém- lançado é fidelizar os usuários, a mesma preocupação de qualquer crítico: a credibilidade. &#8221; Fazer com que eles acreditem que nós somos uma referência quando o usuário precisa de um determinado app, já que ele pode simplesmente procurar pela busca do Android Market ou App Store da Apple. A diferença é que nós publicamos apenas os melhores, facilitando a vida de todos.&#8221;</p>
<p>A previsão é de que o Aplicativo do Dia comece a funcionar no início de abril. Por enquanto, você pode já assinar a newsletter do site, definindo de qual (is) sistema (s) operacional (is) deseja receber a notícia dos aplicativos. O blog também está com <strong>um sorteio </strong>de pré-lançamento no Facebook. O prêmio? Justamente um produto eletrônico, o <strong>Kindle Fire</strong>. Para participar, bastar <a href="https://www.facebook.com/AplicativoDoDia">curtir a página</a> e <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=372390439452967&amp;set=a.372096632815681.94759.244250372266975&amp;type=1&amp;theater">compartilhar a imagem</a>.</p>
<p><strong>Jornal Sanitário e as novas tecnologias</strong></p>
<div id="attachment_2349" class="wp-caption alignright" style="width: 146px"><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/iphone.jpg"><img class=" wp-image-2349 " title="iphone" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/iphone.jpg" alt="" width="136" height="271" /></a><p class="wp-caption-text">Projeção do nosso aplicativo para iPhone. </p></div>
<p>Apoiamos o projeto do Aplicativo do Dia porque ele estabelece um trabalho de crítica e seleção em um mundo que vivencia praticamente um vazio nesse quesito. Acreditamos que quanto mais os aplicativos são forçados a passar por um crivo de qualidade, não só dos consumidores, mas de pessoas que possuem um conhecimento maior sobre o assunto, mais e mais os desenvolvedores vão ter que se esforçar para melhorar e disponibilizar produtos de qualidade.</p>
<p>Também fazemos esse esforço diário de participar das novas tecnologias, afinal, por essência, o js é um espaço nativo dos aparatos eletrônicos e últimas novidades digitais. Já temos nosso <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fmarket.android.com%2Fdetails%3Fid%3Dcom.appsbar.JornalSanitario50702&amp;h=TAQEJtEu2AQHfA8AxGSNoA8engdSqexhSXuznkIWwfCijWg">aplicativo para Android</a> e estamos aguardando aprovação da Apple para a versão para iOS.</p>
<p>Lá vocês vão poder ter acesso ao conteúdo do site, mais vídeos, fotos, links para redes sociais entre outras possibilidades. Vamos aprimorar o aplicativo conforme nos acostumamos com esse ambiente, então, não riam dele, ok? Rs O nosso objetivo é que o leitor também participe mais do blog, comentando, avaliando e até enviando seu próprio conteúdo.</p>
<p>Uma outra boa notícia é que agora temos a possibilidade de transmitir ao vivo eventos, flagras ou simplesmente uma ideia. Tudo online, portanto, fiquem atentos ao nosso <a href="http://www.twitter.com/JornalSanitario" target="_blank">Twitter</a>, <a href="http://www.facebook.com/jornalsanitario" target="_blank">Facebook </a>e <a href="http://www.youtube.com/tvjornalsanitario" target="_blank">Youtube</a>, pois a qualquer momento podemos iniciar uma transmissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Indique uma banda estranha #1</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 19:59:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Posso me considerar uma verdadeira rata de Youtube: De vídeo relacionado em vídeo relacionado, descubro as mais bizarras bandas e músicas, vindas de várias partes do mundo. Imagino que você também já teve essa experiência e essa nova tag do Jornal Sanitário surgiu justamente para trocarmos conhecimentos das infinitas produções musicais que existem. Eu começo essa rodada, mas quero ver ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2331" title="1" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/1.jpg" alt="" width="1000" height="667" /></a></p>
<p>Posso me considerar uma verdadeira rata de Youtube: De vídeo relacionado em vídeo relacionado, descubro as mais bizarras bandas e músicas, vindas de várias partes do mundo. Imagino que você também já teve essa experiência e essa nova tag do Jornal Sanitário surgiu justamente para trocarmos conhecimentos das infinitas produções musicais que existem.</p>
<p>Eu começo essa rodada, mas quero ver todo mundo sugerindo, hein (só precisa comentar ou <a href="http://jornalsanitario.com/?page_id=1607">clicar aqui</a>)</p>
<p><strong>Charmoso MKPN</strong></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/zR6GG3lRuFQ" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Conheci o cantor russo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Nalitch">Peter Nalitch</a> ( <em>Пётр На́лич</em>  ou <em>Piotr Nalitch</em>) porque acompanho o Festival Eurovisão de Canção, no qual Peter foi selecionado para representar a Rússia em 2o10. Junto com outros músicos o cantor formou o <strong>Coletivo Musical do Peter Nalitch</strong>, ou, em russo Музыкальный коллектив Петра Налича/ <em>Muzikalny Koletiv Petra Nalitcha </em>(daí vem a sigla MKPN)<em>. </em></p>
<p><em></em> A primeira aparição do grupo foi no Youtube, vejam só. Eles lançaram em 2007 a canção <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AOzkN8dHnjk">Gitar</a>, em um vídeo despretensioso e cheio de humor, letra non sense em inglês e, para completar,  animações propositalmente bem toscas. Gitar recebeu mais de 5 milhões de acessos e colocou o cantor em foco na mídia russa.</p>
<p>Em 2010, o MKPN lançou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=a-IhsDVq-NQ">Lost and Forgotten</a> para concorrer no Eurovision. Essa era mais uma música com inglês cheio de sotaque russo, só que  dessa vez trazia uma letra romântica. Apesar disso, ainda há uma certa ironia nas frases melancólicas de Peter &#8211; que muitos não perceberam, por sinal (note a parte em que ele segura a &#8220;foto&#8221;). Todas as perfomances ao longo do festival  foram lindas e provaram a qualidade vocal de Nalitch, que estudou canto, inclusive. Os outros músicos também não deixam a desejar, mostrando domínio e segurança na hora da execução.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/rYt1HyNcLJ0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Agora que a banda já tinha tocado meu coração, fui fundo nas pesquisas, visitando até o site do grupo atrás de mais e mais músicas, informações. O mais interessante é que o MKPN nunca desaponta. Pelo contrário: sempre tem uma surpresa, como foi o caso da canção <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zR6GG3lRuFQ">Море/ More  (Mar)</a> &#8211; minha favorita.  Além da melodia adorável e letras refinadas, o vídeo da música consiste em uma linda animação produzida pela própria banda. Ponto positivo também porque é uma música em russo, o que mostra que o grupo é autêntico e não apenas reproduz canções em inglês para ganhar festivais europeus, como acontece, infelizmente, com muitos artistas.</p>
<p><strong>Criatividade</strong></p>
<p>Conforme se vai conhecendo a produção do grupo, a gente começa a perceber a identidade sólida e original que eles construiram : o MKPN possui um toque artístico peculiar, quase <em>homemade</em>,  além do  <em>folk</em> cheio de humor, referências ao universo infantil e, claro,  ironia. Mas, o ponto principal é a qualidade. Qualidade porque além de tecnicamente e liricamente apresentar uma boa harmonia e profundidade poética, o grupo é capaz de produzir uma grande variedade de estilos e idiomas (Russo, Inglês, Francês, Italiano e até uma língua inventada, o Baburi), além de se aventurar no mundo da ilustração e das artes visuais &#8211; o que é louvável.</p>
<p>Prova dessa qualidade do grupo é a canção <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3rMDuLxa_F8">ты пленила меня/ Ty plenyla Menya (Você me cativou)</a>,  densa, com um toque de <em>blues</em> e melancolia. Outra boa pedida, para quem prefere mais animação, são as músicas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KnpRo8SpxfM">Сердце Поэта/ Sertze Poeta (Coração de Poeta)</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sm8j0Wo2Av0&amp;feature=related">Никогда/ Nikogda (Nunca)</a>. Existem muitas outras excelentes músicas do MKPN, basta ir lá no Youtube.</p>
<p>Enfim, se você gostou, pode conhecer <a href="https://www.facebook.com/peternalitch?ref=mf">a página deles no Facebook</a>: tem fotos, desenhos feitos pelo próprio Peter,  além de atualizações e aplicativos. Eles também têm um <a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fpeternalitch.ru%2F&amp;h=WAQFHEtUD">site</a> (em inglês e russo), com a programação de shows, álbuns, novidades e até streaming! Para quem se interessou em baixar os álbuns completos, está tudo disponível no <a href="http://itunes.apple.com/us/album/overseas/id477511863">iTunes</a>.</p>
<p><strong>Ficha técnica</strong></p>
<p>Peter Nalitch – vocal, guitarra, piano, acordeão</p>
<p>Yura Kostenko – saxofone, flauta, piano</p>
<p>Sergei Sokolov – domra (instrumento típico russo), guitarra, vocal</p>
<p>Kostia Shvetsov – guitarra</p>
<p>Dima Simonov – baixo</p>
<p>Denis Marinkin – bateria</p>
<p><strong> Discografia</strong></p>
<p><strong>Álbuns</strong></p>
<p>2008 – &#8220;Radost prostykh melody&#8221; (&#8220;Радость простых мелодий&#8221; &#8211; &#8220;A alegria das músicas simples&#8221;)</p>
<p>2010 – &#8220;Vesyoliye Baburi&#8221; (&#8220;Весёлые Бабури&#8221; &#8211; &#8220;Alegre Baburi&#8221;)</p>
<p><strong>Álbuns ao vivo</strong></p>
<p>2009 – &#8220;Kontsert MKPN v B1 Maximum&#8221; (&#8220;Концерт МКПН в Б1 Maximum&#8221; &#8211; Concerto do MKPN no B1 Maximum&#8221;)</p>
<p><strong>Singles, EP</strong></p>
<p>2007 – Canção do verão de 2008 (com a revista &#8220;Afisha&#8221; (&#8220;Афиша&#8221;)</p>
<p>2009 – EP &#8220;More&#8221; (&#8220;Море&#8221; &#8211; &#8220;O mar&#8221;)</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2331' title='1'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="1" title="1" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2334' title='peter-nalich.n'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/peter-nalich.n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="peter-nalich.n" title="peter-nalich.n" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2335' title='hermitage_'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/hermitage_-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="hermitage_" title="hermitage_" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2336' title='peter_nalitch_band'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/peter_nalitch_band-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="peter_nalitch_band" title="peter_nalitch_band" /></a>
<a href='http://jornalsanitario.com/?attachment_id=2337' title='Peter+Nalitch++Friends+PNG'><img width="150" height="150" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/Peter+Nalitch++Friends+PNG-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="Peter+Nalitch++Friends+PNG" title="Peter+Nalitch++Friends+PNG" /></a>

<p>&#8212;</p>
<p>Essa foi minha banda estranha do dia. Agora é a sua vez: como conheceu aquela banda bizarra? Quais músicas mais legais? Por que você gosta dela?  Senta ai e conta pra gente <img src='http://jornalsanitario.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Só um minutinho</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 23:55:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; -Acorda! Acorda! - Já vai&#8230;Zzz&#8230; Só mais um minutinho&#8230; - Levanta, demônio! E se ergue feito um bebâdo. Sai cambaleando, dando testadas nas paredes geladas. Se distrai trocando as escovas de dente, enrola no banho. Opa, dá tempo, dá tempo de tomar uma xicrinha de café. E corre, de sapatos ainda desamarrados. &#8220;Deixa, amarro no carro&#8221;. Aperta, aperta, aperta. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/P15-03-12_17.jpg"><img class="wp-image-2309 aligncenter" title="P15-03-12_17" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/P15-03-12_17.jpg" alt="" width="786" height="1048" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>-Acorda! Acorda!</p>
<p>- Já vai&#8230;Zzz&#8230; Só mais um minutinho&#8230;</p>
<p>- Levanta, demônio!</p>
<p>E se ergue feito um bebâdo. Sai cambaleando, dando testadas nas paredes geladas. Se distrai trocando as escovas de dente, enrola no banho. Opa, dá tempo, dá tempo de tomar uma xicrinha de café. E corre, de sapatos ainda desamarrados. &#8220;Deixa, amarro no carro&#8221;. Aperta, aperta, aperta. Que &amp;%*! de elevador.  Anda de um lado para o outro, já com o rosto suando. &#8220;Quase 7h, putz!&#8221;.</p>
<p>- Espera, esqueci das chaves, só um minutinho, segura a porta.</p>
<p>Sai tropeçando, esbarra na empregada, depois pede desculpas? Não dá, não dá. Sai voando no carrinho e esbarra na parede sólida de carros, já formada na porta da garagem. Níveis de estresse chegando no limite. Chuva de palavrões, BIBIBIBIBIBIBIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII</p>
<p>Passa o sinal vermelho? Ah, tava quase amarelo e o chefe já mandou SMS. . Ninguém viu, todo mundo faz. Qual o problema?? Deixa para lá, acelera um pouquinho. Que $%#@&amp;! O que esse pedestre andando feito a Branca de Neve no bosque tá fazendo na faixa??? Quer morrer? Te atropelo e ninguém vai ligar&#8230;</p>
<p>- Alô? Bom dia, senhor, já estou chegando, só um minutinho, tudo bem? É, esse trânsito horrível&#8230; grrfff</p>
<p>- Cadê lugar para estacionar agora? Tu és louco? Não vou pagar 2 reais por uma hora de vaga&#8230; Opa, tem aquela ali! Que sorte! Mas hein? Sim, é de deficientes, mas é só um minutinho&#8230;</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Bem que essa crônica poderia ambicionar ilustrar<em> (três verbos seguidos, jornalistas, me matem) </em>os motivos pelo qual um grande número de pessoas &#8211; não é pouca gente &#8211; não hesita na hora de cometer infrações de trânsito, furar filas, segurar porta do elevador. Do mesmo modo, maioria dessas pessoas também não hesita na hora de apontar os dedos para os políticos, para os corruptos etc etc. Também não entendem porque o trânsito é um ambiente estressante, selvagem e sem lei. No meio dessa selva, e o deficiente? E o pedestre? E a empregada doméstica? Esses seres que invisibilizamos na nossa rotina, que diminuímos da nossa armadura chamada carro, que achamos que não ofendemos. Afinal, por um minuto que seja, desrespeitamos. E garanto que você não gostaria que um político dissesse, caso fosse pego roubando dinheiro público, na cara-de-pau: &#8220;Só um minutinho&#8221;.</p>
<p>A foto desse post foi tirada na última sexta-feira (16), em uma tarde na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde eu estudo. Estava lá, lendo em frente à biblioteca central, quando vejo um grupo de 4 mulheres estacionar o carro na vaga para pessoas com necessidades especiais. Todas saltaram, nenhuma era cega, ou usava cadeira de rodas, apresentava dificuldade de locomoção, enfim, poderia estar lá, ocupando aquela vaga. Fiquei impressionada com a cara-de-pau (havia outras pessoas no entorno) e com o fato de ter acontecido em plena universidade pública, onde se supõe que as pessoas tenham o mínimo de noção. Saquei meu celular e consegui capturar o momento em que uma ainda estava dentro do carro, que ficou estacionado por uns 15 minutos. Pouco? E se aparecesse algum estudante/professor/técnico com necessidades especiais nesse meio tempo?</p>
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		<title>O novo lápis [parte II]</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 02:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Tony Lameira]]></category>

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		<description><![CDATA[Prosseguindo as nossas investigações sobre o atual gosto pela fotografia urbana, na fala de Tony Lameira já temos uma pista: esse tipo de cena é mais espontâneo, além de produzir resultados interessantes. O que  isso significa? Suponho que Tony estava se referindo a incrível variedade de objetos, pessoas, cores, texturas e luzes que uma grande cidade possibilita. São muitos cenários ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/tony2.png"><img class="size-full wp-image-2296 aligncenter" title="tony2" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/tony2.png" alt="" width="477" height="639" /></a></p>
<p><a href="http://jornalsanitario.com/?p=2227">Prosseguindo as nossas investigações sobre o atual gosto pela fotografia urbana, na fala de Tony Lameira</a> já temos uma pista: esse tipo de cena é mais espontâneo, além de produzir resultados interessantes. O que  isso significa? Suponho que Tony estava se referindo a incrível variedade de objetos, pessoas, cores, texturas e luzes que uma grande cidade possibilita. São muitos cenários para capturar. Mesmo assim, como o  Tony comentou adiante, esse mesmo espaço se torna um inimigo do fotógrafo, já que é um ambiente que oferece vários riscos: assaltos, alguém se irritar e bater na câmera etc. Esse foi o ponto de partida para essa segunda entrevista com o estudante, confira:</p>
<p><strong>[js] Mas isso deve limitar muito o trabalho do fotógrafo, não?</strong></p>
<p>[ Tony] É. Eu tenho muita vontade de fotografar os pontos de venda de açaí da perimetral, a noite, pelo fato de eles utilizarem aqueles garrafões de <em>ketchup</em> gigantes e bem vermelhos.</p>
<p><strong>[js] Deve dar um efeito interessante&#8230; Gostas de explorar cores nas tuas fotografias?</strong></p>
<p>[Tony]Bastante. Com relação às referências, eu sou pessoalmente apaixonado por dois fotógrafos brasileiros: o fotojornalista Sebastião Salgado, que explora bastante a fotografia de denúncia e em p&amp;b; e o Fotógrafo publicitário Chico Albuquerque. O Chico foi responsável pela primeira campanha impressa a usar fotografia no Brasil, além de ser um excelente retratista.</p>
<p><strong>[js] Achas que existe uma diferença entre a fotografia no jornalismo e na publicidade?</strong></p>
<p>Ambas tem o mesmo propósito:  seduzir alguém. Acho que a maior diferença está no fotógrafo que as produzem. O fotojornalista se volta mais para o fato e de como será a melhor forma de retrata-lo, normalmente pessoas mais audaciosas, pra não dizer cara- de-pau. [risos]</p>
<p><strong>[js] Achas que deve existir esse limite no fotojornalismo, no caso de alguém, por exemplo, não querer ser fotografado?</strong></p>
<p>Eu mesmo já tive que pular um cercado pra conseguir fotografar de cima do palco da Cultura, durante o Auto do Círio, creio que dependa muito da ocasião isso, o respeito mutuo é algo essencial.Eu já passei por casos de pessoas pedirem pra eu apagar uma foto, mas é normal isso.</p>
<p><strong>[js] A fotografia tem esse quê aventureiro, às vezes&#8230;</strong></p>
<p>Esse ultimo Círio pra mim, foi uma verdadeira aventura. É simplesmente incrível, ainda mais quando se resolve fotografar na sexta, sábado e domingo. O auto na sexta, a chegada na escadinha e a trasladação no sábado e a procissão no domingo.</p>
<p>Eu e o Antônio organizamos um grupo formado por alunos da faculdade pra fotografar os 3 dias com a gente. Do sábado para o domingo, acho que dormimos menos de 4 horas. Depois de acompanhar toda a trasladação até o final, apesar do que muita gente pensa, eu me sentia muito mais seguro em sair com a minha câmera profissional durante o Círio, do que em qualquer outra época do ano.</p>
<div id="attachment_2292" class="wp-caption alignright" style="width: 436px"><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/fototony.jpg"><img class="size-full wp-image-2292" title="fototony" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/fototony.jpg" alt="" width="426" height="639" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das fotos incríveis produzidas pro Tony durante o Círio, em Belém.</p></div>
<p><strong>[js] Por que?</strong></p>
<p>Muitas pessoas na rua e segurança redobrada, sem falar no &#8220;clima de Natal&#8221;, que toma conta da cidade. Muita gente me ajudou, conheci fotógrafos de outros locais, é muito bacana.Atender ao celular, com a câmera no pescoço, enquanto ver fogos subindo da presidente vargas, às 11h da noite no ver-o-peso é incrível.É uma experiencia muito desgastante, mas que vale apena. É o exercício que o Robert Capa, fotográfo de guerras, falava: &#8220;Se as tuas fotos não são suficientemente boas, é porque não estás suficientemente perto&#8221;. O Círio te dá a oportunidade de chegar suficientemente perto.</p>
<p><strong>[js] É, tem que sujar os pés, como diz o [jornalista] Ismael Machado</strong></p>
<p>&#8211;</p>
<p>E esse bate-papo&#8230; continua!</p>
<p>Algumas observações do Tony nos levam a questionar: será que nosso gosto por imagens urbanas também não está relacionado com o estar &#8220;longe demais&#8221; dos objetos, do mundo que no cerca? Podemos estar mergulhados na vida da grande metrópole, mas, ao mesmo tempo, todo esse ambiente agitado parece nos tornar alheios às expressões corporais, aos olhares, ao suor&#8230;</p>
<p>A fotografia surge como uma espécie de buraco para respirarmos um pouco. Como disse Rosely Nakagawa, e que deu origem ao título dessa série de posts, <strong>a fotografia é o novo lápis</strong>, &#8221; a nova forma com que se comunicação os homens contemporâneos, os adeptos das câmeras de celularesdas  e das redes sociais&#8221; <em>(Carta Capital, edição especial de 28 de dezembro de 2011. nº 678. Ano XVII)</em> .</p>
<p>Mesmo assim, como a matéria da Carta Capital alerta, é preciso exigir cada vez melhores obras, para que o discurso sobre as mesmas não se tornem mais elaborado que elas. Então, fótografos, o caminho não é tão simples, mas existe um público sedento por novas cores e ângulos, enfim, um novo olhar do nosso mundo. Seja no instagram ou na galeria de arte, a um <em>click</em> de distância.</p>
<p>Conheça mais trabalhos do Tony Lameira no flickr: <a href="http://www.flickr.com/photos/tonylameira/">http://www.flickr.com/photos/tonylameira/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mulheres notáveis</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 20:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
				<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional da mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixamos aqui no blog nossa singela homenagem a todas as mulheres do mundo. Como sabem, sempre defendemos a igualdade de gêneros e o fim do machismo, mesmo que seja nas formas mais veladas possíveis. Para arrematar, selecionamos os melhores posts já publicados aqui com o tema mulher. Dia Internacional da Mulher: festejar ou refletir?  Publicado em: 09/03/2009  Resumo: Esse dia, 8 de ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/mulher.png"><img class="size-full wp-image-2269 aligncenter" title="mulher" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/mulher.png" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p>Deixamos aqui no blog nossa singela homenagem a todas as mulheres do mundo. Como sabem, sempre defendemos a igualdade de gêneros e o fim do machismo, mesmo que seja nas formas mais veladas possíveis. Para arrematar, selecionamos os melhores posts já publicados aqui com o tema mulher.</p>
<p><strong>Dia Internacional da Mulher: festejar ou refletir?</strong></p>
<p><img class="alignleft" title="http://jornalsanitario.com/wp-content/themes/magazinum/scripts/timthumb.php?src=http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2009/03/maria-madalen-cervej.jpg?w=300&amp;w=225&amp;h=145&amp;zc=1" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/themes/magazinum/scripts/timthumb.php?src=http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2009/03/maria-madalen-cervej.jpg?w=300&amp;w=225&amp;h=145&amp;zc=1" alt="" width="225" height="145" /> <strong>Publicado em:</strong> 09/03/2009</p>
<p><strong> Resumo: </strong><em>Esse dia, 8 de março, é festejado por vários comerciantes,sejam camelôs e suas rosas de plástico,sejam lojas de perfume,papelarias.Muitas mulheres ficam felizes ao ouvir seus maridos serem gentis(nem que seja uma vez no ano).Por trás dessa cortina de celebração, é preciso entender o porquê de um dia internacional para as mulheres, o que ele simbolizou e simboliza e, já que estamos tratando da imagem da mulher, vamos falar especialmente do papel da mulher na publicidade, mídia e comunicação. </em><a href="http://jornalsanitario.com/?p=488">[clique aqui para ler]</a></p>
<p><strong>Número de visitas: </strong>2.750</p>
<p><strong>Dia Internacional da Mulher: por que?</strong></p>
<p><img class="alignleft" title="http://jornalsanitario.com/wp-content/themes/magazinum/scripts/timthumb.php?src=http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2011/03/comofas.jpg&amp;w=225&amp;h=145&amp;zc=1" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/themes/magazinum/scripts/timthumb.php?src=http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2011/03/comofas.jpg&amp;w=225&amp;h=145&amp;zc=1" alt="" width="225" height="145" /></p>
<p><strong>Publicado em:</strong> 08/03/2011</p>
<p><strong>Resumo: </strong><em>De todas as ideologias santificadas no século XX (e profanadas no século XXI), o feminismo é a que se encontra mais perdida. Enquanto os outros membros da família- como o comunismo- se tornaram mitos anacrônicos, o ideal que busca igualdade entre homens e mulheres segue nas beiradas do pensamento ocidental, sem saber se continua parado no tempo ou se se reinventa. </em><a href="http://jornalsanitario.com/?p=1127">[Clique aqui para ler]</a></p>
<p><strong>Número de visitas: </strong>290</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Embates feministas: beleza x inteligência</strong></p>
<p><img class="alignleft" title="http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2011/08/pequenasmisses.jpg?w=300" src="http://jornalsanitario.files.wordpress.com/2011/08/pequenasmisses.jpg?w=300" alt="" width="180" height="180" /><strong>Publicado em:</strong> 26/08/2011</p>
<p><strong>Resumo:</strong> <em>De vez em quando encontro nos textos – e no discurso de algumas colegas que se dizem feministas – uma clara aversão à vaidade feminina (colocada como uma imposição masculina e das empresas/mídia que criam padrão de beleza etc) ou qualquer outra coisa relacionada à moda, maquiagem e aparência. Por fim, chegamos à dicotomia beleza x inteligência. Esse tema tem se mostrado muito problemático e creio que seja digno de uma discussão mais aprofundada, principalmente dos que defendem a causa feminista. </em><a href="http://jornalsanitario.com/?p=1450">[Clique aqui para ler].</a></p>
<p><strong>Número de visitas: </strong>222</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No  mais, vamos nos inspirar nas grandes mulheres da história, que deixaram sua marca e abriram caminho para nossa entrada no mundo do trabalho, da política, dos esportes, das artes e da ciência.</p>
<p>Parabéns, a nós <img src='http://jornalsanitario.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Seleção Jornal Sanitário] 3 fantásticas animações culinárias</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 01:54:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jornalsanitario</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá amigo sanitário, estamos de volta com mais uma seleção do nosso blog. Dessa vez, escolhemos uma das animações com o tema culinária mais legais do Youtube. Encontrou outra tão bacana quanto? Manda para a gente! 3- Game over by PES Sabe aqueles jogos clássicos do Atari? Todos aqueles elementos de 8 bits se transformam em cupcakes, docinhos, confetes. Algumas ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/animacoescomida.jpg"><img class="size-medium wp-image-2263 aligncenter" title="animacoescomida" src="http://jornalsanitario.com/wp-content/uploads/2012/03/animacoescomida-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" /></a>Olá amigo sanitário, estamos de volta com mais uma seleção do nosso blog. Dessa vez, escolhemos uma das animações com o tema culinária mais legais do Youtube. Encontrou outra tão bacana quanto? Manda para a gente!</p>
<p><strong>3- Game over by PES</strong></p>
<p>Sabe aqueles jogos clássicos do Atari? Todos aqueles elementos de 8 bits se transformam em cupcakes, docinhos, confetes. Algumas cenas aparecem animais de brinquedo. Mas o melhor mesmo é o final (que eu não vou revelar, é claro). Só uma dica: sabia que foi exatamente essa a inspiração para os criadores desse jogo?</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ovvk7T8QUIU" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p><strong>2- Pancakes II</strong></p>
<p>Eu não sei vocês, mas sou apaixonada por panquecas. Misturou panqueca com stop motion? A combinação perfeita. Esse vídeo é bem famoso já no youtube e foi produzido em 2008.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/UG5gO4nlLRQ" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p><strong>1- Western Spaghetti by PES</strong></p>
<p>Parece que o negócio da PES é mesmo animação culinária.Essa foi uma sacada genial e que, convenhamos, dá água na boca! Lançado em 2009, esse vídeo recebeu diversos prêmios, como Festival de Filmes de Sundance <em>(Sundance Film Festival, 2009) ; </em>o 2º viral do ano, pela revista TIME ( <em>TIME Magazine #2 Viral Video of the Year, 2009) </em>e eleito pelo público melhor vídeo no festival Annecy de animação (Annecy Animation Festival,2009).</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/qBjLW5_dGAM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
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